Valquíria a princesa vampira 3 - Capítulo 4

Capítulo 4

Finalmente Eros deixou o meu aposento, após eu ter retornado para a minha cama em total segurança. Ele me fez descansar, mesmo contra a minha vontade, por sabendo que eu estava muito fraca e abatida. Eu tentei impedir que ele me levasse de volta para cama. Pois eu desejava ficar acordada e aproveitar a sua companhia. Afinal, ele havia retornado a Netuno após muitos anos. Mas o meu desejo foi interrompido pela minha fraqueza e também pela insistência do vampiro Eros que me fez deitar no meu leito como uma menina obediente.
-Descanse maluquinha.
Murmurou, se inclinando na minha direção e depositou um beijo suave sobre a minha testa. Eu fechei os meus olhos e adormeci naquele instante. Entretanto, o registro do seu beijo havia ficado na minha dianteira e acompanhado o meu sono enquanto eu dormia, sem ter sonhos.
Então o vampiro caminhou em direção a passagem do aposento, abriu-a e depois a fechou lentamente, assim que ele passou por ela. Após esse evento, ele foi impedido de continuar olhando para mim, adormecida em meu leito.
O vampiro caminhou vagarosamente pelo extenso corredor do castelo, olhando para o local com a memória cheia de recordações. Eros viveu naquele palácio por séculos e agora ele se sentia um intruso. Alguém que não era mais bem aceito naquele lugar que um dia foi a sua casa.
Ainda com o pensamento distante, ele tomou mais alguns passos adiante e depois parou de caminhar no momento que ele viu uma criatura diante dele, quase no final do corredor. A imagem em trajes escuros lhe recordava alguém muito íntimo a ele.
Logo, o vampiro de Urano percebeu que era o vampiro Lyon que estava diante dele.
Bastante surpresos com as semelhanças físicas, os dois vampiros se olharam silenciosamente e eles perceberam o quanto eles eram tão parecidos um com o outro.
Porém, eles não disseram uma palavra, nem mesmo se cumprimentaram. Mas a troca de olhar que houve entre eles não restou dúvidas de que eles não estavam satisfeitos um com o outro dentro daquele castelo. Talvez não houvesse lugar ali para dois vampiros iguais e com personalidades tão diferentes.
E nesse exato instante, Eros sentiu um mal estar diante do seu próprio sósia. Ele sentiu o céu coração palpitar mais rápido e as suas mãos suaram frio.
O vampiro Lyon era uma criatura que lhe trouxe dúvidas e desconfianças.  E depois que ele viu-me naquele estado, tão abatida e fraca, e tudo por causa de um chá inventado por ele, isso somente frutificou os pés-atrás de Eros com aquele vampiro que tinha a sua cara.
Eros não sabia o que Lyon queria com isso, onde ele queria checar com aqueles chás que pareciam muito estranhos.
Se ele realmente desejava ajudar-me ou destruir-me.
E pensando nessas coisas, Eros deu mais dez passos adiante e parou diante de Lyon. Ambos ficaram cara a cara. Os seus olhos cinza se encontraram e eles franziram as suas testas ao mesmo tempo.
Eros mordeu os seus lábios com rancor e disse algo com uma voz ameaçadora.
-Eu estou de olho em você!
Finalizou a frase dando outro olhar frio para o seu clone. Lyon sorriu para a parede ao lado e disse alguma coisa também.
-Eu confesso que nós somos completamente parecidos!
Estendeu os braços mais acima, parecendo afoito com a comparação. Mas ele percebeu que Eros ainda estava muito sério e parecia nada satisfeito com a presença dele ali, naquele castelo.
-Eu não sei de qual lugar você veio! Mas eu tenho a certeza de que você não é nada meu e nós não somos tão parecidos assim!
Eros afirmou com inimizade, caminhou adiante e deixou o vampiro para trás. Dando a entender que ele não desejava a amizade e a aproximação de Lyon. No entanto Eros parou de andar, olhou novamente para trás, até o vampiro e pronunciou com altruísmo.
-Eu não tenho o mesmo caráter como o seu.
Lyon permaneceu em silêncio, olhando seriamente na face da sua repetição. Eros olhou em frente e começou a caminhar adiante, deixando o castelo logo depois, após tendo atravessado a porta principal do palácio.
E eu estava protegida, porque o vampiro Eros estava em Netuno novamente, aos arredores do castelo do meu pai.

Embora o perigo ainda estivesse tão perto de mim.