Valquíria a princesa vampira - Capítulo 1

Capítulo 1

10-p&ccedil tiara  valkyrie sagaTudo se deu início no ano de 1991, quando a minha mãe engravidou sem colocar uma aliança no dedo. Esse não era o seu sonho, pois ela sempre imaginou que um dia iria se casar com o homem de sua vida. No entanto, após ela ter conhecido o meu pai, o seu sonho foi desmoronado, porque dentro dela foi gerado um ser que um dia se tornaria a sua filha, sua única herdeira.
Agora a respeito do meu pai, eu poderia dizer que ele sempre foi uma incógnita para mim. Eu jamais fiquei sabendo sobre a sua existência, quem era... Como era e de onde ele veio. Isso sempre fez confusão na minha cabeça, desde quando eu me entendia por gente e brincava com as minhas amiginhas e percebia que elas tinham pai e mãe. E eu só tinha a minha mãe.
Desde então, eu sempre procurava saber a respeito do meu pai, mas a minha mãe não gostava de falar dele. Ela apenas dizia que ele foi um grande erro em sua vida. Mesmo assim eu não sabia exatamente porque ela sempre dizia isso.
Por que lembranças dele lhe faziam lastimar profundamente de seu passado cheio de mistérios?
Na verdade, eu cresci em um mundo apertado, onde a minha mãe dava todas as coordenadas do que eu deveria fazer e não fazer na minha vida. Eu sempre me perguntava se ela estava fazendo a coisa certa, me criando daquela forma, já que todas as minhas colegas eram criadas de outra maneira. Mas, eu nunca a contrariei. Isso tudo porque a minha mãe era a única coisa que eu tinha na minha vida. Ela era a pessoa mais importante para mim.
Ela era todo o fundamento para eu seguir em frente e sentir gosto pela vida, mesmo com a ausência paterna. Eu percebia que durante anos, ela sempre se desdobrou para suprir a ausência do meu pai em minha existência. Todavia, todo o seu esforço era em vão, porque eu ainda sentia falta dele. Sentia falta do homem que eu nunca conheci, mas sabia que ele existiu ou ainda existia em algum lugar. Perto ou muito longe de mim...
Contudo, eu a minha mãe morávamos numa casa humilde, numa cidade chamada... Ah, isso não importa. O que importa é que eu mudei de cidades várias e várias vezes, quase todos os anos e por motivos que não faziam sentindo para proporcionar tantas mudanças nas vidas de duas pessoas, ou seja, na minha e na da minha mãe.
De fato, a minha genitora parecia não querer criar vínculos no lugar. Eu achava que ela vivia fugindo de alguma coisa, ou melhor, dizendo, de alguém, talvez do meu pai...
Aos sete anos, eu comecei a ter sonhos esquisitos, e sempre eram as mesmas cenas. Onde havia um homem em um local escuro, ou seja, isso era uma espécie de um salão vazio com várias teias de aranha no teto, e o chão era repleto de poeira. Isso era um local escuro e desconhecido para mim. Eu não conseguia ver o seu rosto, mas eu poderia ouvir perfeitamente a sua voz chamando-me pelo meu nome:
 
Valquíria... Valquíria...”.

Era uma voz longe e tremula, como se ele estivesse muito além e tentasse fazer uma comunicação comigo por telepatia.
Todas as vezes que eu sonhava com ele, eu acordava com a minha respiração pesada e a minha pele transpirava desordenadamente. Como se eu estivesse no calor de um deserto. Parecia tão real tudo o que eu havia sonhado sobre ele.
No entanto, eu cresci temendo a aqueles sonhos adventícios. Pois, eu sempre pensei que não fazia sentindo eu os tê-los. Porque aquele homem não representava nada para mim no meu mundo real, exceto que eu o temia, sempre que eu abria os meus olhos após ter terminado de sonhar com ele.
Esse era o único sentimento que eu carregava por aquele homem de roupas escuras e capa vinho.
Temor...

ESPAÇO 1
No dia seguinte, eu contava tudo o que eu havia sonhado para a minha mãe, enquanto ela preparava o nosso café da manhã. Às vezes era engraçado, porque ela já sabia disso. Eu sempre tinha os mesmos sonhos desde quando eu era menina e os recitava para ela na manhã seguinte.
- Sonhei com ele de novo. – Confessei enquanto eu procurava um lugar para me sentar próxima a mesa na cozinha. A minha mãe tentava terminar de preparar o nosso desjejum. Um relógio de parede fazia um ruído enjoado quando os ponteiros trovavam de posições.
-O que você sonhou dessa vez? –perguntou intrigada. O seu olhar atento parou na minha imagem sentada em uma cadeira ao redor da pequena mesa quadrada.

-O mesmo de sempre, ele só chama o meu nome. - Eu respondi, enquanto eu tomava o meu leite. Por fim, eu já não tinha mais novidades para falar a respeito dos meus devaneios, porque eles eram sempre os mesmos. Parecia uma perseguição de imagens no meu subconsciente.