Valquíria a princesa vampira - Capítulo 2

Capítulo 2


Nós entramos no carro e seguimos sem rumo para outra cidade menos povoada. Onde o centro da cidade parecia cenográfico. Ela era pequena e vazia. Eu podia contar nos dedos às pessoas que estavam circulando no local. Mesmo com a ausência de habitantes, eu sentia que aquele lugar seria especial e que de alguma maneira, ele acabaria marcando a minha vida.
Logo adiante, nós paramos em um posto de gasolina para abastecermos o carro. A minha mãe perguntou ao frentista onde havia uma casa boa e com um preço acessível para alugarmos. Ela tinha algumas economias que nos manteria por um bom tempo.
Isso era fruto de uma herança de nossas famílias.
Logo, o frentista indicou uma moradia a qual levava 20 minutos até a cidade.
A minha mãe agradeceu ao frentista e pediu para ele ficar com troco. Ela quis recompensá-lo peça informação da habitação que estava alugando.
Porém, ao chegarmos a casa, a minha mãe logo concordou em alugá-la, pois era uma mobília antiga, no entanto conservada. Com um quintal fabuloso, havia várias árvores frutíferas com frutas que eu não conhecia e passei a conhecê-las a partir desse dia. Eu me sentia perdida em um quintal que parecia uma pequena parte de um sítio ou uma fazenda. Eu percebi que aquele foi o quintal maior que nós tivemos durante as nossas estadias em várias casas por diversos anos.
Depois disso, nós entramos na casa nova e arrumamos as nossas malas. Eu fui para o meu quarto e minha mãe foi para o dela. 
Mais tarde eu fui falar com ela no quintal.
-Precisa me matricular na escola.
Eu disse olhando em suas costas. A minha mãe estava usando uma blusa branca, bermuda e chinelos. O seu cabelo estava preso por grampos que seguravam um montante de cabelos no topo da sua cabeça, e alguns fios estavam desarrumados. Ela também usava um lenço vermelho com estampas de flores na cabeça.
-Farei isso amanhã. - respondeu, virando-se para mim.
Esse era o meu penúltimo ano na escola. Eu estava prestes há completar 19 anos. Mesmo correndo de um lado para o outro, mas eu nunca repeti de série, pelo contrário eu era considerada a melhor aluna em minha classe.
Eu tirava notas máximas em todas as matérias. Na verdade, eu tinha em mente tudo gravado. Tudo o que era dito em sala de aula pelos professores.
Nas provas, eu achava todas as questões fáceis demais, ou seja, eu nunca havia errado uma questão e alguns colegas de classe me invejavam por isso. Mas isso também acontecia porque durante as provas e testes, eu ouvia as vozes dos professores repetindo tudo que eles haviam falado nas aulas anteriores a respeito das questões que acabavam caindo nas provas. Esse era um episódio que eu nunca contei para ninguém, nem mesmo para a minha mãe, ou eles poderiam pensar que eu era anormal, ou que sofria de esquizofrenia.